By Brazil Stock Guide – A Tegma Gestão Logística (B3: TGMA3) assinou contrato para adquirir 70% da Transcopa por R$ 99,4 milhões, em uma operação que amplia a presença da companhia em logística integrada, granéis sólidos e serviços portuários no litoral de São Paulo.
O preço atribui à Transcopa um valor de R$ 142 milhões, em uma base livre de dívida líquida. Em 2025, a empresa registrou receita líquida de R$ 98 milhões e EBITDA de R$ 22 milhões, com margem de 23%, segundo números não auditados, mas revisados durante a diligência. Em uma conta simples, o valuation equivale a cerca de 6,5 vezes o EBITDA.
Fundada em 1964, a Transcopa atende principalmente clientes dos segmentos químico e de grãos. Cerca de 55% de sua receita vem do transporte de produtos, 30% de serviços portuários de carga e descarga e 15% de armazenagem.
A empresa opera armazéns que somam aproximadamente 27 mil metros quadrados em Caraguatatuba e no Porto de São Sebastião, além de uma frota própria de 100 caminhões e implementos. A dívida bruta com terceiros era de aproximadamente R$ 6 milhões ao fim de 2025.
Segundo a Tegma, a aquisição representa “um movimento de verticalização” e complementa as operações de sua unidade de cargas especiais em Cubatão. A combinação também permitirá ampliar a atuação em segmentos como cevada, malte e cargas de projeto, além de gerar oportunidades de cross-selling e melhor utilização de caminhões, silos e armazéns.
Embora relativamente pequena diante do grupo, a Transcopa tem peso relevante para o negócio que a Tegma pretende expandir. A divisão de logística integrada acumulou receita líquida de R$ 88,4 milhões e EBITDA de R$ 15,6 milhões no primeiro semestre. Em uma comparação anualizada, a Transcopa equivale a aproximadamente 55% da receita e 70% do EBITDA dessa divisão.
A transação também reforça a diversificação em relação à logística automotiva, que ainda concentra a maior parte dos resultados da Tegma. No segundo trimestre, essa divisão respondeu por R$ 692,9 milhões dos R$ 740,1 milhões de receita líquida consolidada da companhia.
O pagamento será feito à vista no fechamento, com uma combinação de recursos próprios e financiamento bancário. A Tegma encerrou junho com caixa líquido de R$ 56 milhões, o que indica que a aquisição deverá elevar a alavancagem, embora o balanço permaneça relativamente conservador.
Os atuais acionistas continuarão com os 30% restantes da Transcopa. Um acordo preverá opções de compra e venda dessa participação durante o primeiro trimestre de 2030. O atual proprietário e CEO permanecerá na gestão, liderando a integração e a busca de sinergias com a Tegma.
A conclusão, que depende de condições precedentes, incluindo a aprovação do Cade, não será submetida à assembleia de acionistas da Tegma e não dará direito de recesso, por ter sido estruturada por meio de uma subsidiária. Os termos financeiros das opções sobre os 30% remanescentes não foram divulgados.













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