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Klabin lucra R$ 393 milhões no 3T26, queda de 18%, com pressão de custos sobre o EBITDA

Receita cresce 3%, para R$ 5,6 bilhões, mas custos mais elevados, manutenção industrial e valorização do real reduzem a margem operacional.

Klabin revenue

By Brazil Stock Guide — A Klabin (KLBN11), maior produtora e exportadora de papéis para embalagens do Brasil, registrou lucro líquido de R$ 393 milhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 18% em relação aos R$ 478 milhões apurados um ano antes. A receita líquida avançou 3%, para R$ 5,57 bilhões, sustentada principalmente por preços mais elevados de celulose e papéis, mas o aumento dos custos operacionais comprometeu a rentabilidade da companhia.

O EBITDA ajustado recuou 12% na comparação anual, para R$ 1,86 bilhão, enquanto a margem EBITDA caiu de 39% para 33%. O custo caixa total por tonelada, incluindo paradas de manutenção, aumentou 12%, para R$ 3.483. A companhia atribuiu parte dessa pressão aos gastos preventivos para enfrentar os possíveis efeitos do fenômeno El Niño, que acrescentaram R$ 111 por tonelada, e ao encarecimento de insumos e fretes associado ao cenário geopolítico internacional.

A valorização do real frente ao dólar também afetou os resultados, reduzindo o valor em moeda brasileira das receitas de exportação. A Klabin informou que o real se apreciou 5,7% na comparação anual, efeito que, combinado com custos mais elevados e a ausência de receitas extraordinárias com vendas de terras, contribuiu para a retração do EBITDA.

Na divisão de celulose, a receita líquida cresceu 6%, para R$ 1,51 bilhão, impulsionada pela recuperação dos preços internacionais da fibra curta, que avançaram 18% em dólares. O volume comercializado permaneceu praticamente estável, em 403 mil toneladas. O negócio de papéis registrou crescimento de 4% na receita, para R$ 1,89 bilhão, beneficiado pelo aumento de 23% nas exportações de papel-cartão e pela evolução operacional da máquina MP28.

Já o segmento de embalagens apresentou receita de R$ 2,01 bilhões, queda de 1% na comparação anual. Os reajustes de preços ajudaram a compensar a redução de 3% nos volumes comercializados. No consolidado, as vendas da Klabin totalizaram 1,064 milhão de toneladas, praticamente estáveis em relação ao terceiro trimestre de 2025, apesar da parada programada de manutenção da unidade de Otacílio Costa, em Santa Catarina.

Os investimentos somaram R$ 754 milhões no trimestre, crescimento de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior. O fluxo de caixa livre ficou positivo em R$ 73 milhões, ante R$ 699 milhões no terceiro trimestre de 2025. Excluindo dividendos e investimentos em projetos especiais e de expansão, o fluxo de caixa livre ajustado atingiu R$ 368 milhões, abaixo dos R$ 1,03 bilhão registrados um ano antes.

A dívida líquida encerrou setembro em R$ 23,98 bilhões, redução de 8% em relação ao ano anterior. A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado em dólares, ficou em 3,3 vezes, ante 3,6 vezes no terceiro trimestre de 2025, embora tenha aumentado ligeiramente em relação ao trimestre anterior. Nos últimos 12 meses, a Klabin distribuiu R$ 1,2 bilhão em proventos aos acionistas, equivalente a um dividend yield de 5,2%.


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