Meta Pixel

Bradesco lança ETF de IA que combina Nvidia, big techs chinesas e até 30% em caixa

Estratégia usa dois ETFs internacionais e ajusta dinamicamente a exposição entre os principais polos globais de inovação.

By Brazil Stock Guide – O Bradesco lançou um novo ETF voltado à inteligência artificial que combina ações de grandes empresas globais do setor com companhias ligadas à transformação tecnológica da China, numa tentativa de oferecer ao investidor brasileiro uma exposição mais diversificada à corrida global por IA.

O BRIA11 acompanha o índice FTSE AI Global Leaders e investe por meio de dois ETFs negociados no exterior: o Xtrackers Artificial Intelligence and Big Data ETF (XAIX) e o Rayliant-ChinaAMC Transformative China Tech ETF (CNQQ). A combinação coloca na mesma estratégia empresas como Nvidia, Apple, Amazon e Micron Technology, de um lado, e Alibaba, Tencent, Xiaomi e Meituan, de outro.

A estrutura também amplia o conceito tradicional de investimento em inteligência artificial. O fundo chinês, CNQQ, não se limita a empresas diretamente associadas à IA: inclui companhias de semicondutores, hardware, baterias, veículos elétricos e outros segmentos considerados estratégicos para a transformação tecnológica da China. O XAIX concentra a exposição em empresas globais ligadas à inteligência artificial e big data.

A principal diferença em relação a outros produtos temáticos, segundo a Bradesco Asset, está na possibilidade de alterar dinamicamente a exposição entre os dois ETFs e manter até 30% do portfólio em caixa, dependendo das condições de mercado. O banco afirma que os demais ETFs e BDRs de ETFs de IA disponíveis no mercado brasileiro utilizam estruturas essencialmente estáticas.

Na prática, a estratégia procura capturar diferentes pontos da cadeia de valor da inteligência artificial – dos fabricantes de chips e infraestrutura computacional às empresas que desenvolvem aplicações ou incorporam IA a seus produtos e serviços. A presença de empresas chinesas acrescenta ainda uma aposta em um ecossistema tecnológico que vem se desenvolvendo de forma parcialmente independente dos Estados Unidos.

“A Inteligência Artificial deixou de ser uma aposta de futuro para se tornar uma força transformadora da economia mundial”, disse Ricardo Eleutério, diretor da Bradesco Asset. Segundo ele, o objetivo é dar ao investidor brasileiro uma forma simples de participar do tema por meio de um único ativo negociado localmente.

As cotas do BRIA11 começaram a ser negociadas no mercado secundário da B3 em 11 de setembro, com lote padrão de uma cota. O produto é destinado a investidores em geral e pode ser acessado sem necessidade de abertura de conta no exterior ou envio direto de recursos para outros países.

O lançamento ocorre em meio à crescente oferta de produtos financeiros que tentam transformar a expansão da inteligência artificial em uma tese investível. No caso do Bradesco, a aposta não está apenas nas empresas que hoje lideram o setor nos Estados Unidos, mas também na possibilidade de que a China construa uma cadeia tecnológica capaz de capturar uma parcela relevante do crescimento global da IA.


Clear insights on Brazilian equities

Join portfolio managers and investors who get our curated analysis on Latin America’s largest economy.

Advertisement

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Brazil Stock Guide

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo