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RD Saúde lucra R$ 439 milhões no 3T26, alta de 9,2%, e amplia participação de mercado

Produtos GLP-1 representam cerca de 12% das vendas, enquanto margem operacional recua ligeiramente.

RD, Raia Drogasil, Pharmacy

By Brazil Stock Guide — A RD Saúde (B3: RADL3), dona das redes Raia e Drogasil, registrou lucro líquido ajustado de R$ 439,1 milhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 9,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita bruta avançou 16%, para R$ 13,16 bilhões, um incremento de R$ 1,8 bilhão, sustentado pela expansão da rede, pelo crescimento das lojas existentes e pela demanda por medicamentos da classe GLP-1, utilizados no tratamento de diabetes e obesidade.

O EBITDA ajustado atingiu R$ 1,02 bilhão, alta de 14,7%, enquanto a margem EBITDA recuou de 7,9% para 7,8%. A margem líquida ajustada caiu de 3,5% para 3,3%. Excluindo os efeitos relacionados à 4Bio, subsidiária vendida pela companhia, o lucro ajustado teria crescido 20,1%, com expansão de 0,1 ponto percentual na margem. Pelas demonstrações contábeis sob IFRS 16, o lucro líquido reportado foi de R$ 408,2 milhões.

A RD Saúde encerrou setembro com 3.770 farmácias, após inaugurar 92 unidades e fechar nove durante o trimestre. Nos últimos 12 meses, foram abertas 333 lojas. A companhia manteve sua projeção de 330 a 350 inaugurações brutas em 2026. As vendas das lojas maduras cresceram 8,4%, superando em 5,6 pontos percentuais o reajuste de preços de medicamentos autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

A participação da companhia no mercado farmacêutico brasileiro alcançou 19,1%, avanço de 1,1 ponto percentual em um ano, com ganhos em todas as regiões. Em São Paulo, onde mantém 1.485 farmácias, a fatia chegou a 33%. Os medicamentos GLP-1 estabilizaram sua participação em torno de 12% das vendas totais. Segundo a empresa, o lançamento de novos produtos à base de semaglutida tem ampliado o acesso a esses tratamentos, com o crescimento do volume vendido compensando a redução dos preços médios.

As vendas digitais somaram R$ 3,84 bilhões, expansão de 27,2%, e representaram 29,4% da receita do varejo, ante 26,7% um ano antes. Na comparação com o segundo trimestre, porém, a participação digital caiu 1,6 ponto percentual. A RD Saúde atribuiu o recuo à decisão de estender às farmácias físicas os descontos de medicamentos GLP-1 anteriormente exclusivos dos canais digitais. Os aplicativos próprios responderam por 83% das vendas digitais.

A geração de caixa livre foi positiva em R$ 160,2 milhões, abaixo dos R$ 615,6 milhões registrados um ano antes. Os investimentos totalizaram R$ 418,3 milhões, destinados principalmente à abertura de lojas, manutenção da rede, tecnologia e logística. A dívida líquida ajustada ficou em R$ 2,94 bilhões, equivalente a 0,8 vez o EBITDA dos últimos 12 meses, ante 1,1 vez no terceiro trimestre de 2025.

A RD Saúde também começou a consolidar os resultados da Stix, plataforma de fidelidade da qual adquiriu os 67% restantes do capital em julho. A operação contribuiu com 0,4 ponto percentual para o crescimento da receita bruta no trimestre. A companhia encerrou setembro com 53,3 milhões de clientes ativos, ante 51 milhões um ano antes.


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