Meta Pixel

Brasil bate recorde de petróleo e pode entrar no top 5 mundial

Extração chega a 4,71 milhões de barris por dia em setembro, alta de 20,3% em um ano, superando a média de 2025 de grandes produtores como Iraque, China e Irã.

By Brazil Stock Guide — O Brasil atingiu em setembro um novo recorde de produção de petróleo, alcançando 4,711 milhões de barris por dia, volume que colocaria o país na quinta posição entre os maiores produtores mundiais caso fosse comparado às médias anuais de 2025. O resultado, divulgado nesta terça-feira (3) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), representa um crescimento de 20,3% em relação ao mesmo mês do ano passado e de 2,1% sobre agosto.

Segundo o ranking de produção de petróleo bruto da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA), o Brasil ocupou a nona posição mundial em 2025, com média de 3,77 milhões de barris diários. O ritmo alcançado em setembro de 2026 supera o registrado no ano passado por Iraque (4,39 milhões de barris/dia), China (4,33 milhões), Irã (4,05 milhões) e Emirados Árabes Unidos (3,77 milhões). À frente do Brasil permaneceriam Estados Unidos, Rússia, Arábia Saudita e Canadá. A comparação é indicativa, uma vez que o ranking efetivo de 2026 dependerá das médias anuais de produção de todos os países.

O avanço brasileiro foi acompanhado por um novo recorde na produção de gás natural, que chegou a 223,98 milhões de metros cúbicos diários, alta de 17,5% em 12 meses. Somadas, as produções de petróleo e gás alcançaram 6,12 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), crescimento de 19,7% na comparação anual. Foi o segundo mês consecutivo em que o país superou a marca de 6 milhões de boe/d.

O principal motor da expansão continua sendo o pré-sal, que produziu 5,1 milhões de boe/d em setembro, um recorde histórico e um crescimento de 23,1% em relação ao mesmo período de 2025. A região respondeu por 83,3% de toda a produção brasileira de petróleo e gás natural, com operações concentradas em 205 poços. Desse total, 3,945 milhões de barris diários corresponderam ao petróleo e 183,66 milhões de metros cúbicos ao gás natural.

A Petrobras manteve sua posição dominante na indústria. Os campos operados pela companhia, individualmente ou em consórcio com outras empresas, foram responsáveis por 87,02% da produção nacional de petróleo e gás. Considerando os volumes atribuídos à participação econômica da estatal nos diferentes projetos, a Petrobras respondeu por aproximadamente 3,66 milhões de boe/d, ou 59,8% do total produzido no país.

O campo de Búzios, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, consolidou sua posição como o maior produtor brasileiro, com 1,19 milhão de barris de petróleo por dia, o equivalente a aproximadamente um quarto da produção nacional. Búzios também liderou a extração de gás natural, com 49,99 milhões de metros cúbicos diários. O FPSO Almirante Tamandaré, instalado na região, foi a unidade de produção de petróleo mais produtiva do país, com 259,5 mil barris por dia.

A Bacia de Santos concentrou 3,78 milhões de barris diários de petróleo, aproximadamente 80% do total brasileiro, enquanto a Bacia de Campos respondeu por outros 832 mil barris. Em termos geográficos, o Rio de Janeiro liderou a produção nacional, com 4,05 milhões de barris por dia, seguido por São Paulo, com 315 mil barris, e Espírito Santo, com 264 mil. Os campos marítimos foram responsáveis por 98,1% de todo o petróleo extraído no Brasil.

No segmento de gás natural, a ANP registrou índice de aproveitamento de 98,2% em setembro. Foram disponibilizados ao mercado 66,37 milhões de metros cúbicos diários, enquanto outros 132,9 milhões de metros cúbicos foram reinjetados nos reservatórios, procedimento utilizado, entre outras finalidades, para manter a pressão dos campos e ampliar a recuperação de petróleo.

Os sucessivos recordes mostram a dimensão alcançada pela indústria petrolífera brasileira e a crescente importância do pré-sal na produção mundial de energia. Embora a posição definitiva do Brasil no ranking internacional de 2026 ainda dependa da consolidação dos dados, o desempenho de setembro já demonstra que o país atingiu uma escala de produção comparável à dos cinco maiores produtores de petróleo bruto do mundo.


Clear insights on Brazilian equities

Join portfolio managers and investors who get our curated analysis on Latin America’s largest economy.

Advertisement

Deixe um comentário