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Itaú lucra R$ 12,6 bilhões, alta de 6,2%, com ROE de 23,6%

Carteira de empréstimos cresce 10,2% em um ano. Inadimplência sobe para 2%, enquanto rentabilidade permanece acima de 23%.

Itaú perpetual notes

By Brazil Stock Guide — O Itaú Unibanco (B3: ITUB4; NYSE: ITUB) registrou lucro líquido recorrente gerencial de R$ 12,617 bilhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 1,7% sobre o segundo trimestre.

O resultado foi sustentado pela expansão da carteira de crédito, pelo aumento das receitas financeiras e pelo controle das despesas operacionais. O lucro líquido contábil somou R$ 12,164 bilhões.

A carteira de crédito, incluindo garantias financeiras e títulos privados, alcançou R$ 1,544 trilhão em setembro, avanço de 10,2% em 12 meses e de 1,4% no trimestre. No Brasil, o crescimento anual foi de 10,9%, com destaque para o crédito consignado, que avançou 16,3%, o financiamento imobiliário, com alta de 15,8%, e as operações com micro, pequenas e médias empresas, que aumentaram 15,1%. A expansão reflete a estratégia do banco de priorizar modalidades com garantias e maior previsibilidade de pagamento.

A margem financeira gerencial totalizou R$ 34,611 bilhões, aumento de 7,8% na comparação anual. A margem com clientes cresceu 6,6%, para R$ 33,286 bilhões, enquanto o resultado das operações com o mercado avançou 46,9%, para R$ 1,325 bilhão.

As receitas de prestação de serviços permaneceram praticamente estáveis, em R$ 11,048 bilhões, enquanto as receitas de seguros, previdência e capitalização cresceram 2%, para R$ 3,494 bilhões, antes das despesas com sinistros.

A qualidade do crédito apresentou uma leve deterioração. O índice consolidado de inadimplência acima de 90 dias subiu de 1,9% para 2%, enquanto o custo do crédito aumentou 10,2% em relação ao terceiro trimestre de 2025, alcançando R$ 10,415 bilhões.

Segundo o banco, parte da elevação da inadimplência decorre da normalização dos atrasos em operações com micro, pequenas e médias empresas, após o encerramento dos períodos de carência de programas governamentais. Apesar do aumento nominal das despesas, o custo do crédito permaneceu estável em 2,7% da carteira média.

As despesas não decorrentes de juros somaram R$ 17,129 bilhões, crescimento anual de 1,7%, abaixo da expansão de 5,5% do produto bancário, que atingiu R$ 49,152 bilhões. O índice de eficiência melhorou de 38,8% para 37,5% em 12 meses. O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio (ROE) ficou em 23,6%, acima dos 23,3% registrados um ano antes, mas abaixo dos 24,3% do segundo trimestre de 2026.

Para o conjunto de 2026, o Itaú manteve suas projeções de crescimento da carteira de crédito entre 5,5% e 9,5% e de custo do crédito entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões. A principal revisão foi na expectativa de tributação: a faixa projetada para a alíquota efetiva de Imposto de Renda e Contribuição Social caiu de 29,5%–32,5% para 28%–29%, fator que poderá favorecer o lucro no encerramento do ano.


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