By Brazil Stock Guide – Fernando Antonio Kulnig Cinelli, fundador e ex-presidente da Apex Partners, foi à Justiça para tentar afastar a versão de que seria o único responsável pela crise financeira do grupo. Em ação protocolada nesta quarta-feira na 7ª Vara Cível de Vitória, ele pediu a preservação e a exibição de documentos internos, incluindo o material utilizado na auditoria contratada para apurar possíveis responsabilidades civis e criminais. Ainda não houve decisão judicial.
Cinelli afirma que a administração da Apex era compartilhada entre executivos, comitês e órgãos colegiados. Segundo a petição, o grupo o responsabilizou publicamente por “inconsistências financeiras” antes da conclusão de uma auditoria independente, embora tenha declarado em outro processo que as informações disponíveis eram preliminares, autodeclaratórias e insuficientes para uma conclusão sobre fraude ou irregularidade.
A ação pede atas, e-mails, pareceres e contratos relacionados à aquisição de uma participação na CVC (CVCB3), à emissão de R$ 452,1 milhões em debêntures por meio da Rhino Securitizadora e à gestão do fundo BRM Carbyne, que mantinha parceria com o BTG Pactual (BPAC11). Cinelli quer identificar quem propôs, aprovou, executou e assinou cada operação, além de obter o escopo, os documentos e os relatórios produzidos pela auditoria.
A petição afirma ainda que empresas da Apex permanecem com certificados digitais vinculados a Cinelli e pede os respectivos registros de utilização. E-mails reproduzidos no processo mostram que, mesmo depois do afastamento, executivos continuaram procurando o empresário para autorizar pagamentos em aplicativos bancários. As alegações representam a versão de Cinelli; os documentos solicitados ainda não foram apresentados e a Justiça não examinou o mérito da disputa.













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