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“Banco Master foi o maior crime financeiro da história do País”, diz Mercadante

Presidente do BNDES faz uma das falas mais duras do Fórum Esfera, critica falhas de supervisão e cobra reforço do Banco Central e da CVM.

Aloizio Mercadante classificou o caso Banco Master como “o maior crime financeiro da história do País” durante o Fórum Esfera, no Guarujá, e defendeu uma revisão profunda dos mecanismos de fiscalização do sistema financeiro.

“O que aconteceu no Banco Master é o maior crime financeiro da história do País. Não é qualquer coisa”, disse o presidente do BNDES. A fala veio em meio a uma discussão sobre falhas de controle, supervisão bancária e o avanço de estruturas financeiras menos transparentes.

Mercadante afirmou que o Banco Central teve responsabilidade direta no episódio, ao dizer que autorizações concedidas em gestões anteriores permitiram a expansão do banco no sistema. Ele também disse que a atual direção do BC tomou providências, mas que o dano já havia sido produzido.

Segundo Mercadante, a conta do caso recai sobre o próprio sistema financeiro. Ele citou impactos sobre o Fundo Garantidor de Créditos, bancos públicos e institutos de previdência, afirmando que grandes instituições acabam arcando com parte dos prejuízos por meio do funcionamento do sistema.

O presidente do BNDES também ampliou a crítica para o universo das fintechs. Para ele, a expansão de algumas dessas empresas ocorreu sem fiscalização adequada, criando brechas para lavagem de dinheiro, ocultação de beneficiários finais e operações abaixo do radar dos reguladores.

Mercadante defendeu uma reestruturação do Banco Central e da CVM, com carreiras mais fortes, melhor remuneração e maior capacidade técnica. “Tem que empoderar o Banco Central e a CVM”, disse. Para ele, sem fiscalização mais robusta, o país continuará vulnerável a pirâmides financeiras, fundos mal avaliados e estruturas que só aparecem quando o prejuízo já está instalado.

O tom foi de cobrança institucional. Mercadante afirmou que o sistema financeiro precisa participar da solução porque também paga a conta quando a supervisão falha. A mensagem central foi direta: o caso Banco Master, segundo ele, não pode ser tratado como episódio isolado, mas como um teste para a capacidade do Brasil de regular, fiscalizar e proteger o próprio mercado financeiro.


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