By Brazil Stock Guide – A Agência Nacional de Energia Elétrica autorizou nesta terça-feira a operação comercial de duas unidades da UTE Manaus I, que somam 114,8 MW. A entrada em operação ocorreu antes do cronograma original, que previa o início comercial em dezembro de 2026.
A usina terá capacidade total de 162,9 MW quando uma terceira unidade, uma turbina a vapor de 48,1 MW, começar a operar, ainda prevista para dezembro.
Manaus I foi contratada no Leilão de Reserva de Capacidade de 2022 por um período de 15 anos, com receita fixa anual de R$ 552,8 milhões, em valores de setembro de 2022 e corrigidos pelo IPCA.
No leilão, a usina foi contratada pelo preço-teto de R$ 444 por MWh, sem deságio. A CCEE estimou em cerca de R$ 8,68 bilhões o montante associado ao contrato durante todo o período contratado.
O investimento inicialmente informado para o projeto era de cerca de R$ 783 milhões, mas até o final de 2025 a Companhia Energética Amazonense, responsável pelo empreendimento, já havia contabilizado R$ 1,02 bilhão em investimentos.
Desse total, aproximadamente R$ 420,5 milhões foram destinados a infraestrutura e construção e R$ 601,2 milhões à compra de equipamentos e tecnologia.
A estrutura de financiamento inclui R$ 499,8 milhões do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia e outros R$ 500 milhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte. Juntas, as duas linhas chegam a praticamente R$ 1 bilhão.
A usina é controlada pela Global Participações em Energia, companhia fechada do empresário Jones Aranha de Sá. No fim de 2025, Jones detinha diretamente 47,68% da Global, enquanto a Commandery Participações possuía os outros 52,32%.
A expansão de Manaus I elevou a dívida financeira líquida consolidada da Global de cerca de R$ 560 milhões em 2024 para R$ 1,0 bilhão em 2025. No mesmo período, o lucro líquido consolidado caiu de aproximadamente R$ 242,5 milhões para R$ 105,6 milhões.
A Global já prepara uma nova rodada de crescimento. O grupo contratou no leilão de capacidade de 2026 a UTE São João, de 177 MW, prevista para entrar em operação em Macaé, no Rio de Janeiro, em agosto de 2029.













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