By Brazil Stock Guide — A Petrobras (B3: PETR3; PETR4) considera a exploração do offshore do Amapá parte fundamental do esforço para repor reservas antes que a produção do pré-sal atinja seu pico, estimado para 2034 ou 2035.
A presidente da companhia, Magda Chambriard, afirmou que a abertura de novas fronteiras exploratórias será necessária para impedir que o Brasil perca espaço entre os dez maiores produtores mundiais de petróleo. O país ocupa atualmente a sétima posição.
“Não tem futuro para uma empresa de petróleo sem exploração”, disse Magda, em evento no Amapá ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. Segundo ela, cerca de 80% da produção brasileira vem atualmente do pré-sal, o que aumenta a importância de encontrar novas reservas capazes de sustentar a produção nas próximas décadas.
A executiva lembrou que o Brasil já dependeu fortemente do petróleo importado. Em 1984, segundo ela, o petróleo cru representava 48% das importações brasileiras. O país alcançou a autossuficiência entre 2006 e 2008 e, impulsionado pelo pré-sal, transformou o petróleo em seu principal produto de exportação nos últimos dois anos.
“Perder essa posição seria uma lástima”, afirmou. Magda disse acreditar que o petróleo deverá permanecer como o principal item da pauta brasileira de exportações também neste ano.
Nesse contexto, a Petrobras confirmou uma descoberta de petróleo no bloco BM-FZA-59, no offshore do Amapá. A companhia, porém, ainda não possui informações suficientes para estimar o tamanho da acumulação ou sua viabilidade comercial.
A perfuração do poço exploratório deverá continuar por mais 15 a 20 dias. Posteriormente, a Petrobras terá de delimitar a descoberta para determinar quanto petróleo existe na área e qual parcela poderá ser tecnicamente recuperada.
“Tem petróleo, tem descoberta, a gente ainda não sabe quanto”, resumiu Magda. Segundo ela, o resultado obtido até agora confirma estudos que apontavam potencial relevante para a região.
A Petrobras prevê perfurar outros três poços no BM-FZA-59 e aguarda o licenciamento ambiental necessário para avançar com a campanha. A companhia também planeja cinco poços em blocos adjacentes.
Esse conjunto de perfurações deverá indicar o potencial efetivo da porção marítima da Margem Equatorial em frente ao Amapá. A descoberta inicial, por si só, ainda não representa um campo comercial nem permite antecipar produção, investimentos ou receitas.
“Tudo indica que vai ser bom. Estamos extremamente otimistas com o que estamos encontrando por aqui”, afirmou Magda.













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