By Brazil Stock Guide – O mercado brasileiro de planos de saúde adicionou 85,9 mil beneficiários em junho, mesmo em meio ao ciclo de reajustes que costuma elevar os cancelamentos e as movimentações de carteira no segundo trimestre, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O setor encerrou o mês com 53,15 milhões de vínculos em planos de assistência médica e 36,71 milhões em planos exclusivamente odontológicos. A ANS ressalva que os números representam vínculos, e não necessariamente pessoas, já que um mesmo indivíduo pode possuir mais de um plano.
Em junho, as operadoras registraram 1,245 milhão de adesões e 1,159 milhão de cancelamentos, resultando em uma taxa mensal de rotatividade de 2,19%. As movimentações incluem novas contratações, transferências de carteira e mudanças voluntárias de plano, além de encerramentos de contratos coletivos, saída de beneficiários do setor e óbitos.
Nos últimos 12 meses, foram contabilizadas 15,89 milhões de adesões e 15,13 milhões de cancelamentos em planos de assistência médica. O saldo positivo foi de aproximadamente 759 mil vínculos, com taxa de rotatividade de 28,89%.
O segundo trimestre coincide com uma etapa importante do ciclo anual de reajustes do setor. Nos planos individuais e familiares, o aumento pode ser aplicado a partir do aniversário do contrato, dentro do período autorizado pela ANS. Nos planos coletivos e empresariais, que concentram a maior parte do mercado, os reajustes também seguem os aniversários contratuais e podem provocar renegociações, migrações e cancelamentos.

Segundo levantamento do BTG Pactual com os dados da ANS, a Amil apresentou o maior crescimento em junho, com 36,2 mil novas vidas, apoiada principalmente por São Paulo, com 21,1 mil, e Rio de Janeiro, com 9,6 mil. A Bradsaúde veio em seguida, com 25,7 mil adições, das quais 11,3 mil em São Paulo e 4,2 mil em Minas Gerais.
A Porto Saúde adicionou 13,1 mil beneficiários no mês, enquanto SulAmérica e Unimed Seguros cresceram cerca de 8 mil vidas cada. Em termos proporcionais, a Porto apresentou a maior expansão entre as principais operadoras, de 1,6% em junho.
A Hapvida perdeu 12,6 mil beneficiários, depois de uma contração de 2,8 mil em maio e de 38,2 mil em abril. Embora a companhia ainda não tenha estabilizado a carteira, os dados dos dois últimos meses indicam uma desaceleração relevante das perdas após o impacto inicial do ciclo de reajustes.
A leitura da SulAmérica exige uma distinção. Considerando os contratos de serviços administrativos, conhecidos como ASO, a operadora perdeu 23,4 mil vidas no trimestre. Excluindo esses contratos, porém, registrou crescimento de aproximadamente 38 mil beneficiários, indicando uma evolução mais favorável da carteira de planos de saúde propriamente dita.
No conjunto, o mercado adicionou 241 mil vidas no segundo trimestre e 227 mil no primeiro semestre. O crescimento ficou concentrado em Bradsaúde, Amil, Porto Saúde e Unimed Seguros. A ANS alerta que os dados podem sofrer alterações retroativas em razão das revisões realizadas mensalmente pelas operadoras.













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