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Lucro da XP sobe 5% e captação líquida quase triplica

Companhia registra lucro ajustado de R$ 1,38 bilhão, com alta de 188% na captação líquida e avanço de 32% na receita do atacado

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Lucro da XP sobe 5% e captação líquida quase triplica

Companhia registra lucro ajustado de R$ 1,38 bilhão, com alta de 188% na captação líquida e avanço de 32% na receita do atacado

17 de agosto de 2026 · 0 comentários

Por Brazil Stock Guide — A XP Inc. (Nasdaq: XP) registrou lucro ajustado de R$ 1,38 bilhão no segundo trimestre, enquanto a captação líquida saltou 188% e a receita do banco de atacado avançou 32%, segundo o balanço e a apresentação de resultados divulgados nesta segunda-feira.

O lucro líquido ajustado cresceu 5% em relação ao mesmo período do ano anterior, mesma taxa registrada na comparação sequencial. O lucro diluído ajustado por ação aumentou 9%, para R$ 2,67, superando o crescimento do resultado após a plataforma financeira brasileira reduzir o número de ações em circulação por meio de recompras.

A receita bruta subiu 8%, para R$ 5,06 bilhões, enquanto a receita líquida avançou 9%, para R$ 4,88 bilhões. O lucro ajustado antes dos impostos aumentou 15%, para R$ 1,57 bilhão, elevando a margem EBT para 32%, ante 30,3% um ano antes e 30% no trimestre anterior.

A margem líquida ajustada atingiu 28,3%, alta de 50 pontos-base na comparação sequencial, mas 103 pontos-base abaixo dos 29,4% registrados um ano antes. A margem bruta permaneceu praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior, em 68,6%, e avançou em relação aos 67,2% do primeiro trimestre.

Captação acelera

A captação líquida total alcançou R$ 28 bilhões, ante R$ 10 bilhões um ano antes e R$ 14 bilhões no primeiro trimestre. O varejo respondeu por R$ 20 bilhões, aumento de 28% em relação ao segundo trimestre de 2025 e de 7% na comparação sequencial.

Os ativos de clientes cresceram 12%, para R$ 1,54 trilhão. A XP atribuiu a expansão anual a uma captação líquida acumulada de R$ 103 bilhões e à valorização de mercado de R$ 60 bilhões.

Considerando também os ativos sob gestão e administração, o total chegou a R$ 2,17 trilhões, alta de 17% em relação ao ano anterior. O número de clientes ativos cresceu 1%, para 4,77 milhões, enquanto a quantidade de assessores aumentou na mesma proporção, para 18,4 mil.

A taxa anualizada de monetização do varejo recuou cinco pontos-base, para 1,20%, embora tenha avançado dois pontos-base em relação ao trimestre anterior.

Banco de atacado lidera crescimento

A receita do varejo avançou 8%, para R$ 3,88 bilhões. A receita com renda variável cresceu 11%, para R$ 1,14 bilhão, enquanto a receita da plataforma de fundos aumentou 23%, para R$ 418 milhões.

Esses ganhos foram parcialmente compensados pela receita de renda fixa, que caiu 16%, para R$ 833 milhões, em razão de efeitos de marcação a mercado. A receita com cartões subiu 16%, para R$ 375 milhões; a de crédito aumentou 27%, para R$ 105 milhões; e a de seguros avançou 23%, para R$ 80 milhões.

A receita de outras atividades do varejo, que inclui serviços bancários, remuneração de saldos e novas linhas de negócio, cresceu 28%, para R$ 813 milhões.

A receita do banco de atacado aumentou 32%, para R$ 1,18 bilhão. O negócio corporativo mais que dobrou sua receita, para R$ 606 milhões, sustentado pelas operações de crédito, derivativos, câmbio e negociação. A receita com serviços para emissores somou R$ 186 milhões, enquanto a receita institucional alcançou R$ 383 milhões.

Crédito e cartões avançam

A carteira ampliada de crédito da XP cresceu 16% em relação ao ano anterior e 5% na comparação sequencial, para R$ 77,9 bilhões.

O volume de pagamentos com cartões aumentou 8%, para R$ 13,5 bilhões. A companhia encerrou o trimestre com 1,6 milhão de cartões ativos, incluindo pouco mais de 1 milhão de cartões de crédito e cerca de 600 mil cartões de débito.

Os ativos de clientes em previdência aumentaram 18%, para R$ 101 bilhões. Os ativos mantidos pela XPV&P, seguradora do grupo, cresceram 34%, para R$ 97 bilhões, enquanto os prêmios de seguros arrecadados avançaram 10%, para R$ 489 milhões.

Custos sobem e rentabilidade melhora na comparação sequencial

As despesas gerais, administrativas e comerciais aumentaram 5%, para R$ 1,64 bilhão. As despesas com pessoal cresceram 9%, para R$ 1,11 bilhão, com alta de 23% nos salários e encargos trabalhistas, enquanto a remuneração baseada em ações caiu 32%.

O índice de eficiência acumulado em 12 meses ficou em 34,3%, ante 34% um ano antes. O índice de remuneração aumentou para 23,2%, ante 22,8%. O quadro de funcionários cresceu 13%, para 8.491 pessoas.

O retorno ajustado sobre o patrimônio líquido médio foi de 22,5%, abaixo dos 24,4% registrados um ano antes, mas superior aos 21,7% do primeiro trimestre. O retorno ajustado sobre o patrimônio tangível atingiu 27,2%, ante 26,2% no trimestre anterior e 30% um ano antes.

O índice de Basileia gerencial ficou em 20,3%, enquanto o índice de capital principal CET1 permaneceu em 17,1%. A XP realizou cerca de R$ 1 bilhão em recompras de ações no primeiro semestre e manteve um programa separado de recompra de mais R$ 1 bilhão. A companhia afirmou que se sente confortável em levar seu índice de Basileia para a faixa-alvo de 16% a 19% até o fim do ano por meio de distribuições de capital.


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