By Brazil Stock Guide – A Unimed Maringá está investindo cerca de R$ 293 milhões na construção de um novo hospital no Paraná, em um movimento para ampliar a verticalização de sua operação e reduzir a dependência de prestadores terceiros em procedimentos de maior complexidade.
O BNDES já aprovou R$ 152 milhões em financiamentos para o projeto. A primeira operação, de R$ 100 milhões, ajudou a financiar a construção da unidade. Nesta semana, o banco anunciou mais R$ 52 milhões para compra e instalação de equipamentos hospitalares, mobiliário e infraestrutura necessária ao início das operações.
O novo hospital deve ter as obras concluídas até o fim de 2026, com início dos atendimentos previsto para o primeiro trimestre de 2027. A unidade terá capacidade para realizar cerca de 19 mil procedimentos cirúrgicos e 12 mil internações por ano.
A nova etapa do investimento soma R$ 72,2 milhões. Além do financiamento do BNDES, de R$ 52 milhões, a própria cooperativa deverá aportar aproximadamente R$ 20,2 milhões. Entre os equipamentos previstos estão aparelhos de ressonância magnética, tomógrafos, sistemas de hemodinâmica, ventiladores pulmonares, mesas cirúrgicas e camas hospitalares.
O movimento reforça uma estratégia comum entre grandes operadoras de saúde no Brasil: ampliar a presença em hospitais, clínicas e centros de diagnóstico próprios para ter maior controle sobre custos, ocupação e jornada do paciente.
A Unimed Maringá atende aproximadamente 169 mil beneficiários no país, dos quais cerca de 125 mil estão nos 24 municípios de sua área de atuação. Segundo dados divulgados pela cooperativa e pelo BNDES, isso representa participação de aproximadamente 40,5% no mercado local de planos de saúde.
Considerando também cerca de 40 mil clientes de outras cooperativas Unimed atendidos na região, o sistema alcança mais de 165 mil beneficiários e aproximadamente 53% de participação no mercado local.
A entrada em operação do novo hospital amplia, portanto, não apenas a capacidade assistencial da Unimed Maringá, mas também sua integração vertical em uma região onde a cooperativa já possui elevada participação no mercado de saúde suplementar.












Deixe um comentário