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CSN sofre novo rebaixamento da Moody’s e aumenta pressão por venda de ativos

Companhia recebeu US$ 1,2 bilhão em empréstimo-ponte, mas segue pressionada por dívida elevada, queima de caixa e vencimentos relevantes até 2028.

Cade fines CSN

By Brazil Stock Guide – A Moody’s rebaixou o rating corporativo da Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) para Caa1, de B2, mantendo a perspectiva negativa, em mais um sinal de pressão sobre a estrutura de capital da siderúrgica brasileira. A agência citou métricas de crédito fracas, risco elevado de liquidez e incerteza sobre a execução do plano de venda de ativos da companhia.

A decisão ocorre mesmo após a CSN levantar US$ 1,2 bilhão em abril por meio de um empréstimo-ponte, operação desenhada para reforçar a liquidez enquanto a empresa busca vender ativos. Para a Moody’s, o financiamento melhora o fôlego de curto prazo, mas não resolve o problema central da companhia: o alto endividamento e a necessidade de refinanciar dívidas em um ambiente de mercado mais restritivo.

A CSN anunciou em janeiro planos para vender uma participação minoritária em ativos de infraestrutura e uma fatia majoritária no negócio de cimento, com expectativa de levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões. Os recursos seriam usados para reduzir dívida no nível da holding, aliviar despesas financeiras e melhorar a alocação de capital dentro do grupo.

A pressão sobre a companhia também aparece no caixa. No primeiro trimestre de 2026, a CSN registrou fluxo de caixa livre negativo de cerca de R$ 1,6 bilhão, equivalente a uma queima média de aproximadamente R$ 533 milhões por mês. Em uma leitura ajustada, antes de efeitos de amortização e refinanciamento de dívida, a saída foi próxima de R$ 1 bilhão no trimestre, ou cerca de R$ 347 milhões por mês.

Segundo a Moody’s, a CSN tinha R$ 13,4 bilhões em caixa consolidado ao fim de março, dos quais R$ 8,8 bilhões estavam na subsidiária de mineração. Com o empréstimo-ponte, a liquidez disponível subiu para R$ 18,6 bilhões. Ainda assim, a companhia enfrenta R$ 28,6 bilhões em dívidas com vencimento até 2028, enquanto a agência espera que o fluxo de caixa livre continue negativo sob os atuais planos de expansão e dividendos.

A alavancagem ajustada da CSN caiu para 5,8 vezes nos 12 meses encerrados em março, de 6,1 vezes em 2025. A Moody’s, porém, projeta que o indicador permaneça entre 5,5 vezes e 6,5 vezes nos próximos 12 a 18 meses, diante de preços mais baixos para aço e minério de ferro.

A agência também apontou preocupação com a estrutura financeira do grupo. Grande parte da dívida está concentrada na holding, enquanto boa parte da geração de caixa vem da subsidiária de mineração. Para a Moody’s, a CSN precisa avançar em medidas de desalavancagem para reduzir dívida, juros e riscos de refinanciamento.

O novo rebaixamento se soma a cortes anteriores de rating em 2026 por Fitch, S&P e Moody’s Local, reforçando a deterioração da percepção de crédito da companhia. Para investidores e credores, a venda de ativos deixou de ser apenas uma opção estratégica e passou a ser uma etapa central para evitar uma pressão financeira maior.

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