By Brazil Stock Guide – O BR Partners (B3: BRBI11) registrou lucro líquido de R$ 35,1 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 22,4% em relação aos R$ 45,2 milhões apurados um ano antes. O resultado foi pressionado pela combinação de menores receitas financeiras com um forte aumento das despesas de pessoal e administrativas.
A receita total recuou 6,6%, para R$ 130,1 milhões. Embora as receitas de prestação de serviços tenham crescido 10,5%, para R$ 85,9 milhões, esse avanço não foi suficiente para compensar a queda de 28,2% no resultado líquido de juros e instrumentos financeiros, que ficou em R$ 44,2 milhões.
A principal pressão veio da remuneração do capital do banco, que caiu 31,9%, de R$ 37,7 milhões para R$ 25,7 milhões. O resultado de Treasury Sales & Structuring também recuou 22,4%, para R$ 18,5 milhões, em meio à desaceleração das emissões de dívida corporativa e à maior volatilidade dos mercados.
Do lado das despesas, os gastos com pessoal subiram 43,9%, para R$ 50 milhões, enquanto as despesas administrativas avançaram 39,8%, para R$ 28 milhões. O aumento administrativo foi impulsionado principalmente por serviços de terceiros, cujos gastos mais do que dobraram, para R$ 12,1 milhões.
Em termos nominais, o crescimento de investment banking e wealth management acrescentou aproximadamente R$ 8,2 milhões às receitas na comparação anual. Ao mesmo tempo, a redução da remuneração do capital e do resultado de Treasury retirou cerca de R$ 17,4 milhões, enquanto as despesas de pessoal e administrativas aumentaram aproximadamente R$ 23,2 milhões.
Investment banking continua crescendo
As receitas de investment banking e mercado de capitais cresceram 9,8%, para R$ 81,1 milhões. No trimestre, o BR Partners anunciou sete transações de assessoria financeira, incluindo fusões e aquisições e reestruturações, e estruturou 15 operações no mercado de capitais.
As emissões somaram R$ 1,9 bilhão e envolveram certificados de recebíveis imobiliários, debêntures, cédulas de crédito bancário e fundos de investimento imobiliário. O volume negociado de derivativos e câmbio atingiu R$ 3,6 bilhões.
A divisão de investimentos e wealth management também avançou, com crescimento de 23,9% da receita, para R$ 4,8 milhões. Os ativos sob gestão e assessoria chegaram a R$ 6,2 bilhões no fim de junho, aproximadamente 4% acima do saldo de dezembro.
Impostos amortecem queda
Com a pressão das receitas financeiras e dos custos, o lucro antes dos impostos caiu 34,6%, para R$ 41,8 milhões. A redução da alíquota efetiva de imposto para 16%, ante 29,2% um ano antes, amortizou parte do impacto e limitou a queda do lucro líquido a 22,4%.
O retorno sobre o patrimônio líquido ficou em 17,5%. No primeiro semestre, o BR Partners acumulou lucro de R$ 72,8 milhões, queda de 17,6%, e distribuiu R$ 37,8 milhões em dividendos intermediários.













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