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SulAmérica vê melhora estrutural da sinistralidade e amplia aposta em coparticipação

Operadora reduz sinistralidade em 3 pontos percentuais e supera 1 milhão de beneficiários no reembolso modular.

By Brazil Stock Guide – A SulAmérica – operadora de planos privados que faz parte da Rede D’Or – atribui a melhora da sinistralidade a mudanças estruturais implementadas nos últimos três anos, combinando subscrição mais rígida, maior coparticipação, novos modelos de reembolso, renegociação com prestadores e combate a fraudes.

A sinistralidade de saúde e odonto ficou em 78,9%, melhora de cerca de 3 pontos percentuais frente ao segundo trimestre de 2025. A operação de saúde e odontologia encerrou junho com 6,1 milhões de vidas, crescimento de 9,7% em 12 meses.

“Aqui não tem uma bala de prata”, afirmou Raquel Reis, CEO de Saúde e Odonto da SulAmérica. “Não adianta eu ter uma regulação super consistente se eu não tiver uma subscrição rígida, não adianta ter combate à fraude se eu não tiver esses outros pontos.”

Os sinistros cresceram 2,8% no trimestre, abaixo da alta de 7,5% da receita de seguros e do avanço de 9,7% da base de beneficiários. “Acho que isso é uma evidência irrefutável de um sinistro médio per capita mais controlado”, disse Reis.

Embora a sinistralidade tenha subido 0,9 ponto percentual frente ao primeiro trimestre, a executiva atribuiu o movimento à sazonalidade e disse que o comportamento da carteira está se aproximando do padrão anterior à pandemia.

Coparticipação e reembolso ganham espaço

A SulAmérica já tem mais de 1,04 milhão de vidas em produtos com reembolso modular, modelo que concentra o benefício principalmente em consultas e honorários médicos e reduz a exposição a usos considerados mais suscetíveis a fraude.

A coparticipação também avança. No empresarial, cerca de 80% das novas vendas já vêm com esse mecanismo. Nos coletivos por adesão, a proporção chega a 100%, enquanto no PME alcança 35% nas novas vendas de contratos de até 29 vidas e 54% na faixa de 30 a 199 vidas.

A melhora dos custos médicos também permite à companhia buscar reajustes menores. “A gente persegue, sim, um reajuste menor para o beneficiário, que gere um churn menor, que gere uma permanência maior desses beneficiários na carteira”, afirmou Reis.

Nos planos PME, o reajuste deste ano ficou em cerca de 11,9%, quase quatro pontos percentuais abaixo do ano anterior. “Por tudo que a gente está vendo, a gente não vê uma tendência de inversão de curva num futuro próximo”, disse.

Judicialização cresce, mas estratégia continua

A companhia reconheceu aumento das provisões para demandas cíveis, reflexo da maior judicialização do setor e também do avanço em contratos de varejo e PMEs.

Segundo Reis, esse segmento apresenta sinistralidade melhor, embora gere mais litígios. “Quando a gente olha essa conta econômica completa, a escolha continua compensando bem”, afirmou.

A melhora operacional levou o Ebitda ajustado da SulAmérica a R$ 1,12 bilhão no segundo trimestre, alta de 53,2% em 12 meses. A receita líquida cresceu 6,9%, para R$ 8,7 bilhões.


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