By Brazil Stock Guide – Carlos Sanchez, presidente do Grupo EMS, afirmou que o Brasil precisa abandonar a lógica de apenas copiar ou importar tecnologia e passar a proteger a inovação desenvolvida no país. No Fórum Esfera, no Guarujá, ele disse que a indústria farmacêutica nacional já avançou, mas ainda enfrenta um ambiente pouco favorável à pesquisa local.
Sanchez lembrou que a EMS começou nos genéricos, mas passou a investir em inovação, pesquisa e desenvolvimento. Segundo ele, a empresa conta hoje com mais de 300 doutores e mestres, muitos dos quais poderiam estar em universidades ou no exterior.
O executivo citou o caso dos peptídeos, tecnologia usada nas chamadas “canetinhas” farmacêuticas, como exemplo de domínio tecnológico nacional. Segundo ele, a EMS desenvolveu capacidade para atuar da matéria-prima ao produto final, algo restrito a poucas empresas no mundo.
A crítica central foi regulatória. Sanchez disse que um produto desenvolvido no Brasil não tem vantagem de análise na Anvisa em relação a um produto importado. Se o concorrente estrangeiro protocolar antes, pode ser aprovado antes, mesmo sem gerar pesquisa local.
Para ele, inovação só vira riqueza quando chega ao mercado. O Brasil, disse Sanchez, precisa acelerar registros, rever regras de preço para produtos inovadores e tratar pesquisa nacional como ativo estratégico. Sem isso, continuará formando cientistas para outros países e comprando tecnologia de fora.







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