By Brazil Stock Guide – O mercado brasileiro de diesel mais apertado deve elevar o lucro das distribuidoras privadas de combustíveis em 2026, segundo o BTG Pactual. O banco vê Vibra Energia (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3), dona da Ipiranga, entrando em um ciclo mais favorável de margens, puxado por maior acesso a volumes da Petrobras e por uma estrutura de compra mais competitiva.
A tese sustentada pelo banco não é simplesmente que o diesel ficou mais caro. Para as distribuidoras, o ponto central é a margem por metro cúbico vendido. Em um mercado com menos folga entre oferta e demanda, empresas com escala, logística e melhor acesso ao produto conseguem capturar spreads maiores.
No caso da Vibra, empresa que comercializa combustível com a bandeira BR Distribuidora (Petrobras), o BTG elevou suas estimativas em cerca de 20% a 30%. O banco espera margem Ebitda de aproximadamente R$255 por metro cúbico no 1T26 e vê espaço para alta no 2T26, já que seu indicador de alta frequência apontava margens entre R$400 e R$500 por metro cúbico em abril.
A Vibra é a tese mais direta nesse ciclo. O BTG estima receita de R$229,5 bilhões em 2026, Ebitda de R$9 bilhões e lucro líquido de R$4,6 bilhões. Mesmo após uma alta de cerca de 30% das ações no ano, o banco vê o papel negociando a 8,1 vezes o lucro esperado para 2026, com yield de fluxo de caixa ao acionista de 12,8%.
Ipiranga ganha tração
Na Ultrapar, o impulso vem principalmente da Ipiranga. O BTG projeta Ebitda de cerca de R$5,5 bilhões para a distribuidora em 2026, com margem de R$227 por metro cúbico. Para 2027, a estimativa cai para R$4,8 bilhões, com margem de R$189 por metro cúbico, sugerindo um ciclo mais forte no curto prazo.
A tese da Ultrapar, porém, é mais ampla. Além da melhora da Ipiranga, o banco vê margens estáveis na Ultragaz, avanço gradual da Ultracargo e balanço leve para crescimento inorgânico. O BTG estima fluxo de caixa ao acionista de R$2,2 bilhões em 2026 e R$2,7 bilhões em 2027.
Compra para as duas
O BTG tem recomendação de compra para Vibra e Ultrapar. O preço-alvo da Vibra é de R$42, contra R$33,30 no relatório, o que implica potencial de valorização de 26,1%. Para Ultrapar, o preço-alvo é de R$39, contra R$29,08, com potencial de alta de 34,1% e retorno total estimado de 38,7% incluindo dividendos.
O principal risco é que o mesmo diesel mais apertado que melhora margens também pode elevar a necessidade de capital de giro. Preços mais altos de combustíveis exigem mais caixa para financiar estoques e vendas. Ainda assim, o BTG avalia que o ganho de Ebitda deve compensar essa pressão.







Deixe uma resposta