By Brazil Stock Guide – A Copasa (CSMG3), empresa de saneamento de Minas Gerais, aprovou um plano para a antecipação de repasses de até R$ 800 milhões de recursos a municípios como parte das negociações para renovação de contratos de concessão, em meio ao processo de privatização.
A companhia informou que poderá antecipar até 4% da Receita Operacional Líquida aos fundos municipais, com pagamentos previstos para outubro de 2026 e março de 2027. O montante será limitado ao valor projetado até dezembro de 2028 e descontado pelo WACC regulatório.
Com base nos dados mais recentes, a Copasa registrou receita líquida de R$7,36 bilhões em 2025 , o que implica cerca de R$294 milhões por ano. No período até 2028, o volume total pode alcançar aproximadamente R$700 milhões a R$800 milhões em termos nominais.
A antecipação ocorre em um momento em que a base de concessões para a privatização da companhia de sanemaneto de Minas Gerais ainda está em definição, após a adoção de um modelo regional flexível que condiciona a formação dos blocos à adesão dos municípios. A Copasa atua em 637 dos 853 municípios do estado de Minas Gerais.
O plano não se aplica a Belo Horizonte, cujo contrato foi estendido até 2073 com regras tarifárias já definidas, incluindo um repasse de cerca de R$1,3 bilhão entre 2026 e 2028. A capital concentra parcela relevante da geração de caixa da companhia.
Fora da capital, a composição dos contratos segue em aberto, com impacto direto sobre a visibilidade de receitas e o valuation da empresa.
Em paralelo, o TCE-MG autorizou apenas etapas preparatórias da privatização, mantendo restrições à transferência de controle. A Copasa afirmou que a decisão não impede uma eventual oferta de ações.
Com prazo curto para adesão dos municípios, a companhia busca consolidar sua base contratual antes de avançar com a operação. Sabesp, Equatorial e Aegea são apontadas como potenciais participantes do processo de venda da empresa de saneamento mineira, ainda sem data para ocorrer.







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