By Brazil Stock Guide – A Unimed do Brasil informou nesta sexta-feira (dia 27 de março) que sua rede de atendimento para beneficiários da Unimed Ferj no Rio de Janeiro foi ampliada ao fechar parceria com o Grupo Assim Saúde, adicionando seis hospitais à cobertura a partir de 1º de abril.
O movimento ocorre poucos dias após a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) exigir medidas concretas para normalizar o atendimento, em meio a uma crise operacional que já atravessou diferentes estruturas dentro do sistema Unimed. A ANS ameaçou aplicar sanções à operadora.
A expansão inclui os hospitais Santa Cruz, São Cristóvão, Tijuca, Méier, Memorial Fuad Chidid e São Lucas, reforçando a oferta na capital fluminense e em Duque de Caxias. A retomada do Hospital Unimed Barra complementa o esforço de recomposição da rede, considerada um dos principais gargalos desde a transferência da operação, em novembro de 2025.
A atual fase da Unimed no Rio de Janeiro marca uma transição de crise aguda para tentativa de normalização sob vigilância regulatória.
Desde janeiro, a operadora informou que aprovou mais de 583 mil guias de atendimento, refletindo a tentativa de absorver a demanda reprimida acumulada ao longo da crise. Atualmente, o sistema reúne cerca de 1.100 médicos em 1.215 pontos de atendimento, além de parcerias com redes como Dasa, Américas e Oncoclínicas, incluindo serviços de diagnóstico, oncologia e telessaúde.
A operadora informou ainda que um dos indicadores mais sensíveis ao regulador — o volume de reclamações — recuou cerca de 35% desde a entrada da Unimed do Brasil na operação, em janeiro. Ainda assim, a companhia reconhece fragilidades assistenciais e mantém a estratégia de expansão contínua da rede como principal vetor de estabilização.
Crise estrutural
A carteira da Unimed Ferj, com mais de 300 mil beneficiários, tornou-se um caso emblemático no setor de saúde suplementar. Originada no colapso da Unimed-Rio, a operação passou por diferentes estruturas sem reequilíbrio definitivo, levantando dúvidas sobre a sustentabilidade econômica do modelo. Problemas como desatualização da rede, atrasos em autorizações e dificuldades de acesso persistiram mesmo após a transição.







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