By Brazil Stock Guide – A Bradsaúde S.A. (SAUD3) registrou lucro líquido de R$ 1,11 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 24,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionada pelo crescimento da Bradesco Saúde, pela expansão do resultado financeiro e pelo avanço da Atlântica Hospitais.
As receitas totais cresceram 10,8%, para R$ 13,87 bilhões. O resultado operacional avançou 17%, para R$ 1,51 bilhão, enquanto a margem líquida aumentou 0,9 ponto percentual, para 8,1%. O retorno sobre o patrimônio líquido médio, o ROAE, atingiu 25,8% em 12 meses, ante 21,7% um ano antes.
No acumulado do primeiro semestre, o lucro líquido alcançou R$ 2,42 bilhões, crescimento de 27,6%. As receitas somaram R$ 27,26 bilhões, alta de 9,8%, e a margem líquida avançou 1,1 ponto percentual, para 9%.
Reorganização dos ativos
A Bradsaúde é o grupo de saúde controlado pelo Bradesco e reúne, sob uma única companhia listada, a Bradesco Saúde, a Odontoprev e participações em hospitais, clínicas, diagnóstico e empresas de tecnologia para saúde. A atual estrutura resultou da combinação entre a antiga Odontoprev e a Bradesco Gestão de Saúde, concluída em 30 de abril, quando a companhia também passou a adotar a denominação Bradsaúde.
Este foi o primeiro balanço divulgado após a conclusão da reorganização, mas ainda não representa um trimestre integral sob a nova estrutura para fins contábeis. O lucro trimestral de R$ 1,11 bilhão apresentado pela administração considera os três meses completos do segundo trimestre e inclui R$ 342 milhões gerados pela Bradesco Gestão de Saúde em abril, antes de a nova estrutura produzir efeitos contábeis, em 1º de maio. Para permitir a comparação entre os períodos, a administração apresentou os dados históricos com base no IFRS 4/CPC 11 e refletindo a atual estrutura societária da Bradsaúde.
A companhia encerrou junho com 13,61 milhões de beneficiários, aumento de 6,7% em 12 meses. Foram adicionadas 229 mil vidas no trimestre — 99 mil nos planos médico-hospitalares e 130 mil nos odontológicos. No primeiro semestre, as adições líquidas totalizaram 423 mil beneficiários.
O segmento de pequenas e médias empresas superou pela primeira vez a marca de 3 milhões de beneficiários, considerando os planos de saúde e odontológicos. A carteira PME cresceu 10,3% na área médica e 10,8% na odontológica em relação ao segundo trimestre de 2025.
Carteira médico-hospitalar cresce
O principal destaque operacional foi a Bradesco Saúde, cujo lucro líquido aumentou 37,1%, para R$ 923 milhões. No semestre, o resultado da operação médico-hospitalar avançou 32,9%, para R$ 2,06 bilhões. A carteira chegou a 4,08 milhões de beneficiários, com adição de 301 mil vidas nos últimos 12 meses – o maior crescimento anual já registrado pela operação, segundo a companhia.
A sinistralidade consolidada atingiu 83,8% no trimestre, 1,7 ponto percentual acima dos 82,2% observados um ano antes. Os sinistros retidos cresceram 13,5%, ritmo superior ao avanço de 11,2% dos prêmios ganhos. No acumulado do semestre, contudo, a sinistralidade permaneceu praticamente estável, em 81,4%, ante 81,5% no mesmo período de 2025.
A companhia também se beneficiou do resultado financeiro, que aumentou 28,5%, para R$ 930 milhões. Os ativos financeiros da Bradsaúde alcançaram R$ 29,55 bilhões ao final de junho, crescimento de 8,7% em relação ao ano anterior.
As despesas administrativas subiram 4,6%, abaixo do crescimento das receitas, reduzindo sua participação para 4,3% da receita, ante 4,5% no segundo trimestre de 2025. Outras despesas operacionais recuaram 18,4%, para R$ 433 milhões.
A Atlântica Hospitais, plataforma de investimentos hospitalares da Bradsaúde, que desenvolve parcerias com grupos como Rede D’Or, Hospital Israelita Albert Einstein, Mater Dei e Grupo Santa, apresentou lucro líquido de R$ 63,5 milhões, mais de quatro vezes o resultado de R$ 15,4 milhões registrado um ano antes. Sua participação no lucro consolidado da Bradsaúde aumentou de 2% para 6%. A plataforma reúne 21 hospitais em operação ou desenvolvimento, com capacidade total contratada de 4.101 leitos, dos quais 2.199 estavam operacionais ao final de junho.
Na operação odontológica, a Odontoprev adicionou 130 mil beneficiários no trimestre e encerrou junho com 9,54 milhões de vidas, crescimento de 6,2%. A receita líquida avançou 5,6%, para R$ 635,3 milhões.
O lucro líquido da Odontoprev, no entanto, recuou 20,8%, para R$ 115,7 milhões, enquanto a margem líquida caiu de 24,3% para 18,2%. A sinistralidade dental aumentou 0,8 ponto percentual, para 37,5%, e o tíquete médio recuou 0,9%, para R$ 22,53 por beneficiário ao mês.
A Bradsaúde informou ainda que aprovou R$ 230 milhões em juros sobre capital próprio, com pagamento previsto para 30 de novembro. A política de remuneração estabelece a distribuição mínima de 50% do lucro líquido ajustado na forma de dividendos ou juros sobre capital próprio.

Deixe uma resposta