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Amil nega venda de controle, mas admite abertura a parceiros estratégicos

Comunicado interno tenta conter ruído após notícia sobre interesse de Advent e Bain.

By Brazil Stock Guide — A Amil negou internamente que esteja à venda, mas admitiu estar aberta a conversas com parceiros estratégicos, em uma tentativa de conter o ruído criado no mercado após notícias sobre o interesse de fundos de private equity na operadora.

Em comunicado interno aos colaboradores, ao qual o Brazil Stock Guide teve acesso, o Conselho de Administração da Amil afirmou que a companhia “não está à venda”. A mensagem, porém, deixou aberta a possibilidade de entrada de parceiros ou capital novo para apoiar seus planos de expansão.

“Queremos reforçar que a Amil não está à venda. Estamos, sim, abertos a conversar com parceiros estratégicos para fortalecer a nossa posição e nosso valor para os nossos clientes, aumentando a nossa capacidade de investimento e expansão”, diz o comunicado interno.

A mensagem foi enviada depois da publicação da informação de que a Advent e Bain Capital estavam entre os fundos interessados em uma eventual transação envolvendo a Amil. Segundo a apuração, o empresário José Seripieri Filho, conhecido como Júnior, busca preservar o controle da operadora, atrair terceiros para o capital e preparar uma eventual abertura de capital quando as condições de mercado permitirem.

A Amil afirma que sua atual liderança seguirá à frente da companhia, dando continuidade ao processo de reconstrução iniciado nos últimos 30 meses. O texto também busca tranquilizar os cerca de 22 mil colaboradores do grupo, em um momento em que rumores sobre uma transação podem afetar clientes, corretores, prestadores e a própria operação. “A liderança atual continuará à frente da companhia. Só voltaremos a este assunto caso tenhamos fatos concretos a informar”, afirma o comunicado.

Seripieri Filho comprou a operadora da UnitedHealth no fim de 2023, em uma operação que marcou a saída do grupo americano do mercado brasileiro de planos de saúde. A transação foi avaliada em cerca de R$ 11 bilhões, dos quais aproximadamente R$ 2 bilhões foram pagos pelo empresário, com o restante relacionado à dívida assumida.

Desde então, a companhia vem tentando recuperar rentabilidade, reorganizar sua rede e reposicionar sua marca no mercado de saúde suplementar. Esse processo tornou a Amil novamente um ativo relevante para fundos globais interessados em saúde no Brasil, especialmente em um setor ainda fragmentado, pressionado por custos médicos e em busca de escala.

Uma Amil mais capitalizada poderia aumentar a competição com Hapvida, Rede D’Or/SulAmérica, Bradesco Saúde e outros grupos em um mercado que combina pressão regulatória, inflação médica elevada e demanda crescente por planos privados.


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