# Donos da Aegea usam veículo para disputar Copasa sem elevar dívida

*Equipav, Itaúsa e GIC usam veículo de investimento para concorrer à fatia de 30% da estatal mineira; Sabesp ficou fora, enquanto Equatorial ainda poderá participar.*

- Published: 2026-05-25
- Section: Insights
- Tags: Aegea, Copasa, Equatorial, Equipav, GIC, infraestrutura, Itaúsa, Livorno, Minas Gerais, privatização, Sabesp, saneamento básico
- URL: https://brazilstockguide.com/br/insights-br/acionistas-da-aegea-na-copasa/

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**By Brazil Stock Guide –** Os acionistas da Aegea — Equipav, Itaúsa e o fundo soberano de Cingapura GIC — entraram oficialmente na disputa pela privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais – Copasa MG (CSMG3), em uma operação que pode definir o novo centro de poder de uma das últimas grandes empresas estaduais de saneamento ainda disponíveis no Brasil.

A proposta foi apresentada por meio da Livorno Participações, um veículo societário criado para concorrer no processo de escolha do investidor de referência da Copasa. A estrutura é central para entender a operação: a Livorno não é uma operadora de saneamento nem uma empresa conhecida do público. É um veículo de investimento usado pelos acionistas da Aegea para disputar a fatia de 30% da companhia mineira.

**Balanço protegido**

O desenho também protege a própria Aegea. A companhia de saneamento terá participação inferior a 1% no capital da Livorno e informou que não assumirá obrigação financeira na operação. O restante do capital será subscrito por seus acionistas, segundo os fatos relevantes divulgados por Aegea e Itaúsa.

Essa separação não é detalhe técnico. A Aegea já carrega uma estrutura de capital pesada após anos de expansão agressiva em concessões, PPPs e aquisições. Em 2025, a dívida líquida pro forma do ecossistema Aegea somava R$47,0 bilhões, com alavancagem de 4,51 vezes EBITDA. No conceito societário, a dívida líquida era de R$30,2 bilhões, com alavancagem de 3,78 vezes EBITDA.

Na prática, a operação separa três papéis. A Livorno é o instrumento jurídico da proposta. Equipav, Itaúsa e GIC são os acionistas que colocam capital. A Aegea entra apenas com uma participação residual, preservando liquidez e evitando adicionar uma nova aquisição bilionária diretamente ao seu balanço.

**Referência, não compra total**

A operação da Copasa não é uma venda integral da companhia. O processo prevê a escolha de um investidor de referência, que poderá adquirir ações equivalentes a 30% do capital total da estatal mineira. O Estado de Minas Gerais pretende reduzir sua participação, mas manter uma fatia residual e uma golden share, mecanismo que preserva direitos políticos específicos.

Esse desenho transforma a privatização em uma venda de influência e governança, não em uma simples aquisição de controle total. O investidor vencedor não compraria 100% da Copasa, mas passaria a ser o principal acionista privado e o eixo da nova estrutura de comando da companhia.

**Sabesp fora**

A saída da Sabesp mudou o tabuleiro. A companhia paulista ficou fora da disputa pela Copasa, retirando da corrida um potencial competidor de peso e abrindo espaço para outros grupos de infraestrutura e saneamento. A Equatorial ainda poderá entrar na disputa, sozinha ou em uma nova composição societária. A presença final do grupo, porém, ainda depende da configuração das propostas e dos próximos passos do processo conduzido por Minas Gerais.

**Cronograma curto**

O calendário também pressiona os interessados. A previsão é que os investidores de referência finalistas sejam divulgados em 27 de maio. A escolha do investidor selecionado, se houver, está prevista para 1º de junho.

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Source: Brazil Stock Guide, https://brazilstockguide.com/br/insights-br/acionistas-da-aegea-na-copasa/
